quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Jogos de Acreditar

Alguém me enviou um daqueles tristes testes em que as escolhas que fazemos naquele exacto momento, com aquelas opções, nos dizem o que de mais profundo escondemos em nós e o que nos reserva o futuro.
Resolvi fazer e, embora não tenha de explicar o porquê, fi-lo apenas porque aqueles olhos não iriam suportar o meu Não de pessoa crescida.
... descobri uma nova Eu, mais poderosa ainda!!

Sou bicho de água e por isso consigo tudo o que quero e embora seja todas as cores do arco-íris é o violeta que sobressai e por isso vou ter sorte no Amor.
Tenho uma Amiga linda e que vai estar sempre do meu lado.
É ele... a pessoa dos meus sonhos... o meu Verdadeiro Amor e vou casar com ele num luar de Primavera.
É o bicho mais fiel que me leva a alcançar as metas... mesmo as que são impossíveis para todos os outros, com um toque de criatividade e muita persistência.

Eis EU... pelo menos segundo o jogo.

Só respostas bonitas... acho que não deveria haver ali nenhuma menos feliz apenas porque foi o coração dela que as fez.
Tudo sabedorias divinas que estavam dentro do meu coração mas que foram a chave do puzzle. E soltou-se um sorriso... e ela ficou tão feliz de ver que acreditei em tudo o que me ‘calhou’ na Sorte.
Menina... pequenina... poderosa...
Verdades que são absolutas para aquele olhar e aquele viver.
E eis que... o meu bloqueio se foi embora com uma ‘tolice’ de jogos sem sorte nem azar... só com muito carinho ... um simples abanar de convicções seriamente definidas num mundo de crescidos que ás vezes se esquecem de ser crianças e brincar com o Acreditar.

Boas Festas!!! e
Bom sonhos para todos.

Magíka
22.12.2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Back to me

The Sea keeps bringing you back to me
As a way of reminding me I have you in my life
And nothing I can do or say against it will make any difference
I don't even fight it
I wouldn't ever fight it

Every wave he revolves to set us together
With such anger and strength
We can almost hear his voice

And when we meet
... he stills his waters.


6.11.2009
Magíka

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

És a minha casa

Nasci longe daqui e existe um espaço no tempo que não tem memórias para mim. É vazio, existe apenas para dar sequência a um continuar de vida.
Não sei exactamente o que me traz mas faz de mim estranhamente deslocada.
É um sorrir, um sentir e um viver de uma terra distante que nem sempre se encaixa neste espaço físico, nestes costumes, nestas gentes.
Uma forma de ser que tantas vezes me deixa perdida, sem saber exactamente onde me posso deixar estar, sem me esconder, sem deixar de ser eu.
Quando tento compartimentar não existe uma única porta que seja do tamanho certo para mim. Tenho de entrar pela janela, percorrer todos os corredores e em cada quarto deixar um bocadinho de mim… Não existe mal nenhum nisso, só pelo desconforto de nunca me sentir em casa. De não haver uma divisão cheia de mim.
Não tinha percebido antes mas sempre procurei o local exacto para chamar casa… aquele com que todos se identificam. Uns dizem que é onde estiver a família, outros o Amor, outros ainda nem sequer pensam nisso e é apenas um local onde estão.
Descobri já há algum tempo que existem sítios que jamais poderão ser a minha casa.
Todos aqueles que me afastarem de ti.
Com uma certeza tão límpida... É em ti que me sinto em casa.

Magíka

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Brincar...

Gosto deste nosso brincar
Entre querer-te como amigo e querer-te comigo
Desta nossa forma de estarmos bem sem estarmos juntos sequer
De irmos e voltarmos... sempre ao mesmo lugar
Por vezes mais brilhante
Mais sorridente
E... desta vez mais intenso
A cada vez mais um bocadinho do teu estar
Apenas para depois voarmos de novo
Para voltarmos a nós
Até que aquele olhar vê qualquer coisa novo
E volta
Melhor
Mais forte
Com saudade
Mas voa de novo

Gosto deste nosso brincar
De não contar a ninguém que estamos ás escuras
Mas sabemos que somos nós
De segredarmos ao ouvido
De puxares o meu braço e eu querer exactamente isso
De corrermos sem fugir
Apenas para depois voarmos de novo

Gosto deste nosso brincar que vai deixando o tempo passar


Magíka

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fui ver-te

Não foi programado
Fui ver-te
Como tantas outras vezes que sinto falta de ti

Sem sequer saber que ias receber-me de braços abertos
Que ias envolver-me, apertar-me
Sem me tirares essa sensação de infinita liberdade
Completamente preenchida
Um momento
E o bater do meu coração fundiu-se contigo
A cada vez que as minhas mãos te tocaram
Fundi-me contigo


16.10.2009
Magíka

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

É a imagem desse teu sorriso que tenho guardado em mim
Que tenho vontade de voltar a ver
De falarmos horas sem dar
pelo tempo passar
De te ver sorrir
Falar com os olhos
De sentir o teu olhar em mim

Que boa esta sensação...
Expressão pouco profunda para demonstrar a vontade que tenho de te ver de novo...

Eu fui à bola!!!





Finalmente fui à bola!!

Parvoíce nunca ter ido antes...
Foi o máximo!!

Exactamente como eu imaginava.
Melhor ainda!!
Passei o dia todo a dar pulinhos
A dizer a todos
EU VOU À BOLA!!

Escolheste os melhores lugares
Fizeste-me as vontades todas
Ensinaste-me as torcidas
Explicaste quem eram os jogadores
Tiraste as fotos da praxe
Mesmo como os irmãos protegem e cuidam

O cheiro dos coiratos e a cerveja
Os cachecóis a rodar
As ondas
Aquele nervoso miudinho de quem está no meio de tanta gente
A adrenalina de todos torcermos pelo mesmo
O quase golo que nos arranca do banco e nos leva o ar por breves instantes
Logo seguido dos maiores insultos - que caem tão bem!!
Um mundo à parte.

O Cabelão e o Super Maxi... deu gosto vê-los lutar!!
E o Pé de Chumbo...
EU FUI À BOLA!!

Claro que não sou benfiquista de alma... gosto da cor, não é o jogo que mais gosto, não gosto do associativismo futebolístico, acho piada e depois há sempre aquela história dos pais e dos filhos...
O que importa é que
FUI À BOLA!!... e adorei!!

Eu disse que queria ir à bola... e tu levaste-me!!
Viste-me sorrir o tempo todo?
Obrigada
Um beijo
Magíka

Gosto de pessoas

Gosto de pessoas estranhas...
Pessoas daquelas que se sentem Gente

Gente que sorri a qualquer hora
Gente que usa calças de cor estranha e sandálias com peúgas
Que gostam que a sua vida tenha um quê de Carmen Miranda - mesmo que escondido
Gente linda
Gente vivida que se nota nas linhas do rosto
Gente que ri sem medo de chocar
Gente minha
Que tem histórias para contar... e que contam com um brilho nos olhos
Que se emociona e se revolta
Gente que sente
A vida passar todos os dias

Gosto de pessoas
Estranhas
Pessoas-Gente
De calças verdes com casacos roxos
De olhos borrados com rímel manhoso
Gente real
De dentes tortos em sorrisos rasgados
De pés descalços na vida

Gente minha
Que abre os braços e dá conforto
Gente de cabelos desalinhados

Gosto de Pessoas
Pessoas-Gente


Magíka
14.10.2009

sábado, 10 de outubro de 2009

All and still the moon

There I was
You
Again
That feeling
That together
That so familiar way of sitting beside and not need to say a word
just so that in the next moment our wanting to tell everything would make us stumble on each other's stories

The best place for everything
We sometimes love the same things
Actually... a lot of things
But you never take mines away
And I always let you keep yours
Untouched for each other
Not needing to be similar
But feeling close

The sea
The sun
That sunset
That music
That taste
That touch
and again... that so known smell
Got the best of all the worlds one could imagine
Those moments I was free and loved enough to let myself fly
Dancing you
Feeling me

I had never seen the moon
and there we were
Both smiles and passion enough
So close I could feel her warmth
It's not cold... believe me

You gave me the moon and she smiled at me...

24.09.2009
Magíka

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Beijos e corações e quintas a brincar!!

São beijos, abraços e corações lindos todos os dias.
E toma lá e dá cá mais uns.
E escolhe este que hoje estou mais happy ou o outro porque é para te dar energia!
Quero que sejas minha vizinha e tomes conta dos meus animais, que regues as minhas plantas.
Quero ver as tuas últimas fotos e esmiuçar tudo o que andas a fazer.
Quero saber quem são todos os teus amigos e perceber exactamente o que eles acham de ti.
...
Engraçado isto das redes sociais...
Social não era mais outra coisa?
Ouvir a campainha da minha porta, receber postais nas férias, cartões de Natal, fins-de-semana de pura brincadeira...
E há dias que os ‘farmvilles da vida’ se enchem de piada p’ra mim e corro o dia a mandar corações para todos, sorrisos, e bebidas e comentários às fotos. Porque esses dias preciso de te dizer que, mais que nos outros nesse, exactamente nesse, tenho vontade de te ‘enviar’ aquela sensação. E os milhares de e-mails e de troca de galhardetes... E divirto-me!! E gosto de saber do que gostas e o que me queres dizer. Adoro ter o ‘cestinho’ cheio de mimos virtuais!
Mas outros há em que passo bem sem eles...
Porque a campainha toca, porque sinto o teu abraço, porque há almoços e lanches e jantares e... com alguma vontade pequenos-almoços.
Porque os jantares cheios de mãos são tão bons, porque as gargalhadas a rever as fotos são importantes... fazem as legendas.
Porque tomar conta dos teus animais, regar as tuas plantas, cuidar da tua casa são muitas vezes.
Porque à saída do cinema é que temos aquela sensação bem viva e queremos comentar tudo, falar tudo, absorver tudo e que nos interrompemos a meio das frases... a escrever não conseguimos isso.
Porque gosto mais que te rias comigo do que ler os teus smiles. E porque o smile que chora não tem voz.
Porque podes até não estar no ‘livro da minha cara’ mas estás no meu coração... com direito ao teu cantinho privado, misturado com tudo aquilo que somos. Porque és meu amigo!
E porque eu quero a minha quinta a sério, com beijos e corações de verdade!

Magíka

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Doce querer

Que doce querer
Querer não conseguir largar-te
Que quando mais te conheço mais te sinto meu
Que me fazes sempre sorrir
Sorrir com o meu coração

Magíka

Update you

"Nem tudo o que luz é ouro e nem tudo o que é escuro é mau!"
Este calhau vai ficar aqui por mais algum tempo...Pelo menos a situação fica 'resolvida'. Vou habituar-me a ele para já! Vamos ver por quanto tempo dura esta habituação... e... confesso-te, nem esperei por ouvir a decisão final, estava com tanta vontade te ti...
e tudo junto...
Took a deep breath and dived in!!
Fui de weekend e surfei!!! ou tentei surfar. Depois de tantos meses longe ... foi tão bom estar ali, fez-me tão bem!!! senti-me mais leve ainda!!
Ansiar pela tarde de sexta, fazer as malas, levar biquinis a mais, as conversas até de madrugada, os petiscos, o carinho, a camaradagem, as fotos a tudo, a liberdade, aquele cheiro…Tu.
Olha lembrei-me de tantas histórias... tanta risada!!
Ás vezes as coisas são tão normais para nós, o tempo que entretanto passou, guardou-as como banais para nós e ... são delirantes de recordar!!
Acho que o melhor é mesmo criar aqui uma rubrica para as "histórias" :)
Rimos muito, muitos

"Esta é a Raquel que eu conheço…" e tudo ficou tão claro...

14.09.2009
Magíka

PowerGirl

Olhem eu nem sei bem por onde começar!!!!
Que eu tenho a mania que sou especial já sabia ... mas não tinha noção do tamanho poder que transporto, ou direi transbordo... Umas vezes bom, outras vezes mau - sem dúvida nenhuma!!
É daquelas coisas que não se conseguem afastar, pelos vistos
É daquelas coisas que não se sabe sequer que se tem
Sempre o que fazemos e o que damos aos outros nos transforma
Os transforma
Gosto de guardar isso para mim
O que os outros me dão
Como me transformo
Seja bom, seja mau
Faz parte de mim ... se eu quiser que faça, se eu deixar
Não vejo que faça sentido algum deixar que isso seja 'retirado' do espaço que ocupou
Mas se precisa INEXISTIR...
... nunca passei por nada que precisasse que inexistisse ...
Mas é preciso ter-se noção que se está a ter sorte na vida!
E tu sabes... mesmo aqueles momentos maus... não preciso que eles inexistam.

Maybe I should be called PowerGirl!! ;)

Magíka

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Espera por respostas...

«Deixar em branco é uma enorme falta de educação» - Nietzsche - ... mas não gosto de frases incompletas, de sentimentos inacabados, e não se fala só por falar.
Não gosto de metades de nada ... a não ser que seja a metade de mim que mais gosto.
Espera...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Saudades de te ver sorrir

Passou tempo demais…
Demasiadas histórias que não contámos uma à outra, que não brinquei com os teus brincos, com os teus vestidos, que me fazias todos os mimos e eu te dizia que estavas linda… tudo para te ver sorrir.
Mal entrei soubeste quem eu era.
Nos momentos em que te lembras, do que será que te lembras? Mas é lindo que te lembres sempre de mim. Que me faças carinhos como sempre, e que te ris de tudo o que te digo.
Obrigada. É o que mais dizes. E repetes enquanto me acaricias.
Gostas de tudo o que te levo, de tudo o que te digo…
Obrigada eu. Pelas memórias lindas que me deste, estas que hoje vieram à tona e me fizeram sentir linda, querida e com mais alegria. Mas feliz por te fazer bem.
Um beijo… com saudades de te ver sorrir.

Magíka
31.08.2009

domingo, 30 de agosto de 2009

Um corropio de coisas...

… e tantas tantas que nem consigo compartimentá-las…
Os planos de férias mais ‘estragados’ que alguma vez me aconteceu e no fim… had a lot of fun and found out some pretty amazing things!!
Idas ao campo apanhar figos e amoras, conversar até às 4 da manhã, dormir sem ter horas de acordar, molhar os pés no rio… no rio fresquinho e ladeado de árvores, passear no centro comercial, comprar brincos de todos os feitios, serem simpáticos para nós, festas na praia, cremes com cheiro de sol, praia até cansar, petiscoooooossss, andar sem relógio e não ter horas marcadas para nada.
Saudades… saudades de surfar. Mesmo!! É difícil quando nos apaixonamos de verdade termos de nos separar… já lá vai algum tempo…
Entretanto parece que vou ter de passar por uma pequena cirurgia… será que depois é como nos filmes e todos me mandam cartõezinhos com flores e miminhos J. Bom, se assim for até não será assim tão penoso, pelo menos fico sem dores, posso voltar a surfar e durante algum tempo tenho de andar à boleia dos amigos!!
Sacos cheios de velhas coisas que vão ser novas e bonitas para alguém, limpezas de verão, vestidos novos, sandálias, desenhos, livros e muitos sonhos.
Encontros, reencontros, desencontros, lágrimas, muito riso, novas conversas, novas pessoas, sabores de verão, sorrisos bonitos, cheiros de verão, o sal no corpo… Se bem que sinto que este ano o Verão não vai acabar!!
“Ainda vou a tempo não vou” diz-me ele com aquele sorriso na cara de quem tem pelo menos a confiança de o querer fazer.
O mais delicioso é perguntar-me aquilo a mim!! A mim, que doing things by the book não foi exactamente o meu percurso.
Vamos sim, vamos a tempo de tudo, de acreditar em tudo, de retroceder no que achámos e acreditar em novas coisas, em deixarmos de estar zangados e aprendermos a aceitar aquilo que já acreditámos um dia ou acreditar em algo completamente novo.
Acima de tudo de não querer deixar de acreditar mesmo que não se veja, não se mexa, não se cheire sequer… mas sente-se como nossa.
Eu acredito!!

Magíka

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

... o que são?

Ficou tudo em standby acreditas?
Fui de férias, regressei e fiquei literalmente atolada em livros e obrigações profissionais... entretanto toda a VIDA foi registada. Tenho-a aqui, em palavras bitter-sweet para te contar.
Atolei-me numa série de coisas e ... fui-me esquecendo de te mostrar as novidades.
Na verdade, fui escrevendo mas precisava de ouvir o lápis roçar no papel e... tive preguiça de vir aqui... estas teclas são frias.
Posso responder-te aos 'bocadinhos'...
Exercícios. São exercícios - de escrita, de vontades, de sentimentos.
Realidades - mesmo que momentâneas e vividas apenas apenas no meu querer.
São Amores e Des-Amores de muitas formas e feitios. Meus, dos outros... de personagens de banda desenhada.
Tudo o que te escrevo é real... ou imaginado.
São o Mar e o Surf que mais saudades me deixam.
São tanta coisa...
Não te disse que era o arco-íris?... todas as cores em mim...

Prometo que até breve

Magíka

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Escrever palavras

Faz uns dias que numa entrevista na rádio ouvi um conhecido nome da nossa literatura portuguesa afirmar algo que sempre senti e em cujas palavras me revejo sem qualquer reserva: «É mais fácil escrever do que falar, dá mais espaço, mais tempo.»

Falo muito e quase sempre falo, mas escrever é paixão!!
Existem momentos da minha vida em que paro. Tenho mesmo de parar. Apenas porque existem coisas que não sei resolver.
Escrever dá mais espaço, mais dimensão à palavra que tem mais tempo para ser escutada e interiorizada.
Não sei porque é que as pessoas deixaram de se escrever umas às outras... não escrevem cartas, de família, de amigos, de amor...
Não será mais fácil conseguir compactar num número infindável de frases, de linhas que compõem tão bem que fazem uma música linda que tão bem se organiza

São muitos os momentos em que fico calada mas em que as frases se vão construindo
Consegues sempre escutar... se te interessar ouvir!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

À espreita

Deixas-me aqui sossegada neste cantinho que queres seja meu
E de vez em quando espreitas
Recuperas energia...
Asseguras que ainda ali estou
Quase de relance sem grande atenção
Onde tudo o que ali se guarda é, serenamente, para ali ficar
E enquanto assim for tudo corre bem
Mas se entra um raio de sol pela janela sabes que vou abri-la de par em par
Porque a luz faz-me falta
Quero que ela me conforte
Que me aperte quase até sufocar-me
Que me cubra o corpo e a alma sem deixar qualquer espaço livre
Ninguém vai ver que estou nua

segunda-feira, 13 de julho de 2009

...de ti

Gosto de ti, mais do que me deixo a mim gostar.
Sai de mim forte e impulsiva a certeza que não existe vontade que me faça fugir de ti.
Gosto de ti, mais do que pensei que podia.
Mas posso sempre mais... gostar mais.
Posso tudo o que eu quiser e mais do que gostar, quero gostar de ti.

Magíka

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Prioridade

Num dia-a-dia tão corriqueiro que ouvimos sempre as mesmas frases feitas existe um click naquele momento em que algo nos faz despertar.
Tantas e tantas vezes dizemos que o mais importante é a saúde e a família... mas na realidade não interiorizamos isso e banalizamos porque é algo que tomamos por garantido. Ouvi-la dizer, no decorrer de uma banalíssima troca de instruções de trabalho, "... se tudo correr bem vou estar com o Zé... desculpem mas o Zé está primeiro". Que verdade tão clara e límpida que em vez de fechar o meu pensamento de hoje foi o mote de entrada. Não é isso que todos nós queremos? sermos a prioridade na vida de alguém? Aqui fica o que o arrepio de Amor me fez sentir e deu razão para este post que serve também de resposta.


Único é quem me escolhe olhar assim
Que invade o meu ser sem pedir licença, sem medos
Que quer olhar-me e que me assusta com a intensidade do que quer sentir
Porque quer apenas isso... ser parte de mim, ser meu
Que me lê, que me escuta doce e me sente
Esse ser sim... esse é único
E ele existe, todos os dias no meu pensamento
E ele é tantas coisas num só ser que encaixa em mim
Apenas porque, serenamente, é o meu 1.º estar no meu viver

Magíka

sábado, 30 de maio de 2009

Gravity

Coming back from the beach just heard this for the first time.

Looks like it was just made for you.

With love.
Magíka

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Eis a razão...

Eis que encontro uma excelente maneira de explicar o que faço aqui!! ;)

« "Estar nas nuvens" estimula o cérebro
Divagar estimula o cérebro, em vez de o tornar mais lento, permitindo assim resolver problemas complexos. defende um novo estudo. É a conclusão de um estudo canadiano, divulgado esta quarta-feira

Este estudo, divulgado no semanário científico norte-americano Processos da Academia Nacional das Ciências, mostra que, quando divagamos, aumenta a actividade de várias regiões do nosso cérebro.

Curiosamente, as partes do cérebro que permitem resolver problemas complexos conhecem uma actividade intensa quando uma pessoa pensa vagamente, quando se acreditava até agora que elas ficavam de sentinela, disse a professora Kalina Christoff, especialista do cérebro e principal autora do estudo.

O estudo, realizado com imagens obtidas através de ressonância magnética deixa também entender que "estar nas nuvens" favorece uma maior actividade do cérebro do que quando uma pessoa se concentra para cumprir uma tarefa rotineira, acrescenta Christoff, directora do Laboratório de Ciências Neurológicas da Universidade da Columbia Britânica (UBC) no ocidente canadiano.

"As pessoas que sonham acordadas não estão talvez tão concentradas quando executam uma tarefa mas puxam por mais recursos do seu cérebro", declarou.

O estudo, segundo ela, vai forçar várias pessoas a rever as suas percepções.

"Habituámo-nos à ideia de que divagar não é uma coisa boa, quando é precisamente o contrário", conclui.

O humano passa um terço do seu tempo a divagar quando está desperto: "É uma grande parte das nossas vidas mas isso foi amplamente ignorado pela Ciência".»

In visao.pt
14:49, Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

O teu vício não é prazer?

O que não consegues deixar de fazer devia ser aquilo que mais prazer te dá.
Não olhes mais para mim assim
Devora-me antes...
Com tudo o que possas pensar de mim
Querer de mim
Não deixes que a espera te consuma o impulso
Não resistas
Explode
Não guardes bocados de ti porque tens vergonha ou porque simplesmente chegaste a um impasse no espaço e no tempo que te 'obriga’ a estar fechado.
Saltas de loja em loja à procura de uma mesma sensação, que buscas mas não queres dar. Que sabes ser o teu melhor tesouro, mas nunca queres guardar.
Se o meu vício não é o teu prazer...
Quer tudo de mim.
Fica sem nada teu.

Magíka

domingo, 10 de maio de 2009

Eis-me aqui de novo…

Vazia
Chego-me lentamente a ti
Paro e olho
Tento ler-te, como se tal fosse possível
Uma vez ali preciso avançar para serenar
Não sei mesmo o teu humor até te sentir
Mais quente, mais frio
Mais revolto ou mais sereno
É em ti que me sinto em casa
É em ti que me sinto segura
Mesmo quando só quero enroscar-me e ter mimos, consegues sempre fazer-me voar
Paixão esta tardia
Que não me consome, mas sim me alimenta
Me torna mais forte e me faz esquecer do mau de mim
Moro nas tuas ondas e é para lá que caminho sempre que me preciso
Eis-me aqui de novo… sem querer ir embora porque é aqui que consigo sempre ser mais feliz, deixar tudo mais claro.

sábado, 9 de maio de 2009

Sem ar...

Algum dia sentiste que estavas ali sozinho e só eu te iria fazer brilhar?

E deixas-me ir assim, sem olhares para trás, sem me agarrares.
É exactamente o que queres fazer e, só por isso, é o correcto.
É porque não sentes o ar fugir de ti enquanto me vês partir
É porque não consegues livrar-te deste peso que é estar sem o meu calor, apenas porque não o sentes.
É porque não é suficientemente bom para o quereres.
Será, em resumo, apenas porque não precisas dele como eu preciso de ti.

Magíka

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Will you dare?

There's a certain feeling that grows inside
So bright that leaves no gap for mistakes
As a movie that rolls, and unveils before me
Of this I am sure
I want you to be the shinning part of my future
What makes my smile stronger and brighter
Will you dare?

domingo, 26 de abril de 2009

Faz 35 anos...

Como seria antes eu não sei.
Olho para as fotografias, escuto os milhares de histórias sempre contados com orgulho de quem lutou por um bem comum, e confesso que tenho alguma inveja. Ora bolas… afinal de contas não sentes aquela vontade de fazer algo grandioso? Não por ti… pelos outros, contigo lá.
Seriam tempos bons … ou maus… as cabeças e as vivências saberão bem melhor do que eu, que já nasci nesta Democracia cheia de Liberdade e liberdades.
Nasci nesta inércia de valores e de acções humanas louváveis, verídicas.
Conheço um estar comum que é um querer tudo e não lutar realmente por nada. Uma gigante onda de pessoas que não se conhecem, não se querem conhecer, não se querem unir, que caminham roboticamente nos trilhos do que traçam não por instinto mas por hábito instituído.
Gosto dos cravos, do 25, da sinalética de todo um movimento, mas não puxo mais por uma ideologia que outra… são apenas pensamentos, nem sempre muito debruçados, de uma não-política que vibra com as vitórias de uma conquista real.
Quando era pequena o 25 de Abril não tinha sentimento político, tinha dia de festa e de gente na rua. Já cresci, tanto quanto o 25, e continuo a ver uma festa de todos os que escolhem premiar este dia com recordações valiosas para a nossa pátria. Com as famílias, com os amigos, com os vizinhos, com os não vizinhos, mais, ou menos, eufóricos mas de cravo ao peito e a cantarolar um Zeca.
São só palavras que não retratam todas as possíveis formas de se ter vivido, e sobrevivido, uma época que se conseguiu compactar numa estrondosa sensação de grandiosidade que se transmite só num dia… a uma menina que todos os anos ainda descobre mais uma história de cravos, na rua, no meio do povo. Que vê um Portugal diferente.
É este o meu 25 de Abril, outros haverá tão diferentes do meu.

Magíka


sábado, 25 de abril de 2009

Tenta!!

Sentires-te atraído pela independência - claro que entendo. É realmente inebriante estarmos com alguém que é tão seguro, que tem medo de muitas coisas mas nunca de tentar ou de querer, que mesmo não sabendo tudo o que quer procura, que sente tudo... tudo. Ter alguém assim leva-nos a viver um amor de tal forma livre que não temos de nos preocupar em esperar que o outro nos 'acompanhe' e estamos sempre a andar os dois lado a lado... com diferenças que são importantes, mas sem termos de nos preocupar em puxar ninguém, e assim alimentamo-nos um ao outro. Como te entendo. E concordo contigo.
Mas tens de entender que nem todos têm essa capacidade de ser despegado, de ser livre, de querer mais, de estar mais e sentir mais.
Se essa menina bonita merecer, e se tu a quiseres realmente, mostra-lhe o teu mundo. A tua forma de querer... de amar. Quem não conhece melhor acha sempre que está bem. Não imagines que ela não sabe amar... ela sabe, ao ritmo dela, ao gosto dela... se calhar sem saber o que é proteger e sentir o outro cobrir-nos com uma força que está sempre presente, mesmo quando está longe, de saber sentir o seu cheiro só de fechar os olhos... de ter o meu querer sempre em mim e ser só dessa pessoa. De saber que se nunca mais puder olhar vou saber exactamente os contornos de quem é meu.
Se ela é bonita faz com que seja linda para ti… são poucas as pessoas que tentam.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tristeza

Há dias em que sou triste e não vês o meu sorriso brilhar. Queres que não mostre assim tanto a dor que naquele momento é minha. Que não te seja tão nítida esta palavra que é, das palavras tristes, a mais estridente. Como se sentisses medo dela… ou de mim, triste.
A tristeza faz de mim uma mulher sem medo de sentir... deixa-a estar aqui comigo que aprendo a conhecê-la e a domá-la. Ao longo de uma vida inteira vou precisar dela... nos momentos que não a puder ignorar. E é melhor que a viva só assim perto de mim e à vista desarmada, só o tempo necessário. Se a guardar fechada sem a sentir nas 'doses certas' vou deixar que ela ganhe força, mas se a for apagando todos os dias é porque deixei o meu sorrir ser mais forte.
Isso é ser eu… mas acho que isso já sabias de mim...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Impressão

Há sempre uma 2.ª oportunidade
mas...
Nunca há 2.ª oportunidade para uma 1.ª impressão

É isto que simplesmente me ocorre sentir
nem é dizer, é mesmo sentir
Aquela impressão
Aquela 1.ª vez que tive aquela 1.ª impressão
A sensação de estar ali presa naquele feitiço
Que depois de amadurecido, de horas, semanas, meses... e quiçá quanto mais tempo
Saber que era certa essa impressão que tenho
Repete-se hoje outra vez

sábado, 18 de abril de 2009

Dance me to the end of love

Hoje tenho vontade de cantar e de dançar... não de escrever.

Magíka

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Passo por ti

Passo por ti todos os dias, tantas vezes, e sinto-te.
Porque pões à prova o meu amor… todos os dias.
Sempre que isso acontece tendo a esquecer-me que o maior poder que posso ter é poder escolher. Tudo. Qualquer coisa.
Sempre, sem qualquer reserva. Com direito a tudo o que isso me possa trazer.
A querer mais. A querer desistir. A poder correr sem querer andar.
Escolher ficar ou ir embora. Mas sempre a escolher.
Escolhi-te a ti, uma e outra vez.
E agora escolhi de novo. De novo e outra vez.
Escolhi acreditar, confiar que o meu sentir é mais lindo que o teu nem saber querer. Mas escolhi.
E isso é poder, mais que isso, é querer poder escolher.
É culpa minha, só minha, esta coisa de passar por ti.
Do meu ser assim… de castelos na areia, com príncipes e princesas…
De verde e vermelho até ser de todas as cores, com todos os sons e cheiros e sabores. De ti.
De encostar-me a ti para sentir esse calor que sempre me passas quando sussurras que te faço feliz. E aí passo outra vez por ti, uma e outra vez…
Passo por ti todos os dias, porque escolhi te querer.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Escreve alguma coisa sobre ti...

E como podia eu descrever-me?
Sou tantas coisas e são tantas as coisas de que gosto: de comer, de sorrir, de falar horas seguidas, de karaoke, de ler, de escrever cartas de amor, de telefonar, de calor mais do que de frio, da neve, de esquiar, de sentir o vento cortar a respiração, de música, de dançar a noite toda, de rir, de água, de tequilla, do nascer do sol, do sol da meia-noite, da lua cheia vazia ou assim-assim, do pôr-do-sol enroscada na toalha cheia de sal e areia, de trocar de biquini 3 vezes ao dia, de pequenos-almoços, de bailados, de circo, de ter vontade de experimentar, de cinema, de teatro, da sabedoria popular, de escrever quando tenho insónias, de adormecer, de andar de mota, de cantar, de recordar, de mimos, de molduras e de espelhos, de livros, de escadas, de flores, de chocolates, de fruta, das crianças e dos velhos, de sonhar, do cheiro dos livros, de gente simpática, de chinelos e sapatos, de fazer malas, de massagens, de manicure e ainda mais de pedicure, de declarações de Amor, de acordar, de tomar banho, de cheirar bem, de mar, de viajar, de chegar a casa, de decoração, de almoçaradas, jantaradas e todo o tipo de petiscadas, de música de todo o género, de sair, de ficar em casa, de comer gelado, de fazer maratonas cinematográficas, de remar, de cheiros e sabores, de mudanças, de creme para as mãos, de limpezas de pele e banhos turcos, de tirar fotografias, de rever momentos, de prendas, de surpresas, de fazer surpresas, de aprender, de olhar pela 1.ª vez, de ver um filme cómico e rir às gargalhadas, de noites só de amigas e as amigas das amigas, de beijos, de abraços, do cheiro da roupa lavada, de tricotar, de cozinhar, de conversar no wc, de andar de comboio, de conduzir, de roupa nova, de cores, de lápis de cor, de gente, de dormir na praia, de chapéus, de estrelas cadentes, dos meus amigos, de ser útil, de sumos de fruta naturais, de cozido à portuguesa, de receber e-mails engraçados, de olhares, de vestidos, de ler o jornal em silêncio, de ler para alguém, de andar descalça, de voar... e agora também de surfar.

terça-feira, 31 de março de 2009

Esta não é a minha terra!!

Eu sou daquelas pessoas que gosta de pequenos luxos – e um destes dias coloco aqui um post que vos elucide mais sobre mim mas neste momento dedicar-me-ei apenas a um desses luxos.
A fruta.
Liberta-me do stress porque naquele momento parece que estou a comer o que de mais natural existe… algo que não é manufacturado. Melhor ainda se puder dar umas belas trincas e lambuzar-me com o suco da fruta em questão.
Junto a isso o facto de gostar de dizer que de vez em quando vou à mercearia – é chique não é? Mas é simplesmente pelo facto de ali a fruta parecer mais real, a fruta no supermercado não sabe ao mesmo, está amontoada, não tem cheiro, está fria dos frigoríficos… já não parece fruta.
Bom… não querendo divagar muito, isto tudo para dizer que para mim fruta é um luxo, logo um prazer extremo.
Vinha pensativa daquele suposto relax pós-almoço e resolvi parar para comprar fruta, quando fui abordada por um dos muitos vendedores da revista Cais que, perante a minha não vontade em comprar a revista, me pede que então lhe dê uma fruta porque tem em casa dois filhos.
Sempre aprendi com os meus pais que não se nega comida – A NINGUÉM.
Eis algo de que me orgulho e que me compele de forma natural.
E quem nunca passou fome, que é a generalidade das pessoas que me rodeiam, deveria saber apreciar bem o valor que ‘comer’ tem. Não é comer gourmet. Comer, só isso.
“Escolha a fruta que quer” e ele ainda me pergunta qual é a mais barata. “Escolha a quer, a que tem vontade de comer”.
Entro na mercearia – qual twilight zone – para pesar o que eu tinha escolhido para mim e sou presenteada com o que de melhor tem o ser humano.
“Olhe que a menina se lhe diz que pode escolher ele escolhe a fruta mais cara”
Estremeci e pensei que não seria por mal mas sim por bestial ignorância aquela informação, mas nem tive tempo de me refazer.
“Olhe que ele enche um cesto fruta se a menina não controla” - Leia-se «Mais uma que pensa que é da legião dos bonzinhos…”
“Está a ser boazinha vai ver ainda acaba a pagar um frango assado com arroz para acompanhar e tudo” - Leia-se «Estúpida consumidora, a gaja acha mesmo que é a Madre Teresa de Calcutá»
Eis quando a minha capacidade de abstracção já não subsiste mais e, em bom som no meio de uma mercearia de gente que entretanto se tinham juntado num rebanho sem questionar.
“Parece-me a mim que quem vai pagar as bananas sou eu e isso não lhe diz respeito… e eu quero dar 5, ponha-se no seu lugar …”
Leve… demasiado leve eu sei… mas naquele momento se pudesse tinha virado verdadeiro boneco animado em que eu era um super-herói que batia no mau até ele jorrar o líquido verde que lhe corre nas veias.
“Cada um dá o que quer” diz a beata por trás do balcão meio a medo do colega e na tentativa de deitar água na fervura.
Gente de merda é o que é. Comem, cagam, mas não sabem pensar. São daquela ceifa de gente que acha que dar é alimentar vícios, ou então pior, daqueles que já passaram algumas dificuldades e acham que os outros têm de sofrer ainda mais, ou então dos que gritam vivamente “vai p’rá tua terra” quando normalmente eles próprios até são de uma terra que não aquela onde estão – vivem apartados de tudo e à boca cheia vomitam que o país não anda é por causa de preguiçosos, drogados e pedintes. Metem nojo!!
Não existe muito que se possa dizer de gentinha assim. Ou então temos de dizer muito na esperança de lhes condicionarmos os pensamentos… se é que conseguem ter a desenvoltura mental de um animal – muito ao jeito de Pavlov.
Quero cá eu bem saber se as bananas são para ele ou para os filhos, ou se ele tem filhos, se este a quem dei é um dos mil mentirosos que se cruzam e pedincham sem real necessidade… não sou ninguém para julgar os outros e não consegui negar comida. Se calhar precisa mesmo.
Eu precisei de dar, não para me sentir bem mas porque não se nega comida a ninguém.
Gente de merda que não tem consciência social, que não sabe o que é ser Humano, que deixou passar as maiores lutas humanas por igualdade, decência, fraternidade... não estiveram lá e não sabem que existiram.
Posso escolher e não quero não deixar de ser assim como sou porque sei que, de forma natural, existem muitas pessoas assim.
Posso dar-me ao luxo de me indignar porque, de facto, ‘isto’ não é parte de mim e esta não é, certamente, a minha terra.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Senta-te ao pé de mim

Tinha mesmo de apartar-me.
De sair e andar... como se andar me fosse levar mais longe nesta película. Insisti num fast forward tão desejado que por momentos tive de puxar o boneco atrás e equilibrar o corpo.
Parei ali, naquele jardim, no meio de velharias bafientas iluminadas pelos raios deste forte sol primaveril, a irromper entre as folhagens daquelas centenárias árvores.
Tentei passar os olhos naquelas histórias de vida, repletas de momentos comuns a tantos nós, e inevitavelmente era eu que estava ali... em tantos daqueles objectos perdidos no espaço. Era eu ali.
Devorei a sandwich como se fosses tu e automaticamente colei o meu corpo naquele banco de jardim de maneira a ficar de frente para o sol.
Ali fiquei. A esfriar o pensamento na esperança que este me aquecesse a alma.
Não passei à cena seguinte porque insististe em ali estar ... naquele quadradinho do lado. Como se esperasses que eu agisse. Como se fosse a minha acção que te alimentasse.
Creio que na realidade não reagi sequer, limitei-me a permanecer naquele banco enquanto o meu corpo se movimentou, vazio de pensamentos, de sentimentos, de desejos...
Passei pelo banco de novo e lá estavam eles, amontoados, à espera... que te sentes ao pé de mim.


segunda-feira, 23 de março de 2009

Precisa-se explicador!!

Quem achar que um surfer não tem nada na cabeça...
não sabe do que está a falar!!
Aqueles de vós que sabem da minha última façanha devem estar a pensar o que será que ela vai inventar a seguir... já está em movimentação mas fica para um próximo post, que só poderá ser divulgado mais lá para a frente.

Lá me decidi é verdade... e resolvi lançar-me ao mar. Pesca nunca foi o meu forte por isso fiquei-me pelas ondas. Mal sabia eu!
No primeiro dia meio a medo e sem saber muito bem se iria gostar aventurei-me com um molho de gente e um pinguim alto e espadaúdo que parece só tinha duas palavras no seu vocabulário: «Rema Verónica!!! Rema, rema rema» Ufaaaaa – acho que fiquei cansada só de o ouvir.
Nunca eu me tinha visto com tamanha tensão em experimentar uma coisa totalmente nova, dolorosa que me estava a sair mas ao mesmo tempo relaxante...

Depois de 3 aulas de surf e de sentir que gosto mesmo desta coisa de passar frio na água, de cair mais vezes do que as que estou em pé na prancha, de não sentir os braços de tanto remar e levar com pranchas dos outros... pensei que tinha de dar um passo em frente. Decidi hoje, com milhões de outras coisas para fazer – banais e talvez não – decidi, dizia eu, dedicar-me a perceber uma das componentes do surf que, aposto, a maior parte das pessoas pensa que é pura intuição, sorte ou teorias de ‘saber fazer’ sem qualquer espécie de ‘saber saber’ associado.
Pois ENGANEM-SE!! Enganem-se vós alminhas dispersas no Universo, que isto é matéria de cadeirão da faculdade.
Acedo ao mais fantástico site dedicado às condições climatéricas (pelo menos o mais consultado pelos experts na matéria) e eis que me deparo com uma verdadeira tabela quase química daquelas que fazíamos cábulas no secundário para não decorar (vá vá não digam que não faziam!!).
O meu primeiro olhar é de confusão mas sempre com a ilusão que «não há-de ser assim tããoo complicado quanto parece».
Olhar esse que, após algumas interpretações feitas por um surf boy experiente na matéria passou a ser um olhar de perfeito pânico!!!
Agora é que eu me tramei... e daqui não me safo porque se quero ir surfar sozinha é melhor perceber alguma coisa de setas, estrelas, ventos e... uma miscelânea de conceitos – básicos até mas com os quais não estou familiarizada – mas não querendo dar parte de fraca faço um esforço ENORME para tentar perceber.
Sou denunciada pela minha expressividade – eu disse que nem sempre era uma coisa boa!!
Eis quando vem a solução...
«Num destes dias vais para a praia e vês que o vento e as ondas estão boas... perguntas a alguém e decoras a resposta. :) Já sabes que quando estiver assim está bom.»
Naturalmente soltei uma gargalhada!!!
Eis, minha gente, o que não me tinha ocorrido fazer mas que para alguém nas minhas condições é o verdadeiro mestrado em Surf.
Quais técnicas de comunicação qual quê!!! A vida na mais simples essência – nada de complicar.

Decidi então escrever as perguntas todas que me ocorrerem e depois procurar respostas ... numa tentativa mais a sério de perceber isto das ondas, das marés, dos ventos... em suma, do Surf.

Magíka

sábado, 21 de março de 2009

Somos só nós

Como o meu amante
Deixo-me deslizar para ti
Leve
Num só movimento escolho o meu melhor encaixe em ti
Parece que hoje não há medos, só vontade de pairar, de fazer carreirinha contigo
De mente vazia de todos os sons menos os nossos
Forte e segura
Não te deixo, não te largo
Sinto-te hoje com mais confiança e deixo-te levares-me
Mais destemida, com mais confiança em ti
Que aqui, neste lugar, não sou dona de nada
Não sei fazer nada excepto colar-me em ti
Mesmo que o resto nos queira apartar
Tento fundir-me a ti
Uma e outra vez te seguro e me aventuro onde me quiseres levar

sexta-feira, 20 de março de 2009

Não há recaídas de Amor...

É no meio da tua aflição que penso na melhor forma de te assegurar que estou segura por cordas fortes que não me deixam cair...

Há Amor.
Há Amar e deixar-se levar por tudo aquilo que não sabemos explicar mas que queremos sentir de tão inebriante que é.
Há o vício do Amor – acredito eu, porque o sinto assim e que, de outra forma, não fará sentido nenhum para mim.
Há fazer loucuras por Amor – que Amor sem loucura é passar-nos ao lado o mais intenso do sentir.
Mas não há, em momento nenhum da nossa vida, recaídas de Amor.
Recaímos numa coisa que não é boa e Amor é bom... É viciante de bom.
Recair implica cair de novo e para isso teria de ter saído de lá. Melhor dizendo, daí.
Teria de ter passado a barreira do ter conseguido retirar-me daquele espaço. Não vou recair em nada apenas porque não recaio do que não saí. Deste vício bom de Amor que não é para perder. Não é para sair.
É para deixar-me aqui, neste espaço que é só meu e que alberga uma disposição natural para amar-te, neste vício danado que consome tudo em mim, enquanto me vai alimentando a vontade de ali ficar, de aninhar-me naquele calor, de pairar no ar, de sentir-me ir e sem vontade de lutar para não ficar.

Não há recaídas de Amor, por isso vou deixar-me aqui ficar porque certamente me amas assim como eu te amo a ti, assim, nessa verdadeira alienação mental em que vês tudo o resto mas só me sentes a mim meio vício meio loucura... de Amor.


«Recair – tornar a cair; cair muitas vezes; sofrer o reaparecimento dos sintomas de uma doença da qual se julgava quase curado...»


domingo, 15 de fevereiro de 2009

O início perfeito!

Não existem momentos certos para começar nada...
Já perceberam isso certamente.
Quanto mais expectativas depositamos num determinado momento ou acção vamos sempre estar à espera do 'momento certo' para isto ou aquilo. Entretanto acabamos sempre por rodear esse 'special event' de um sem número de dificuldades e inacessibilidades... de tal maneira que o rodopio de eventos acaba por absorver aqueles pequeninos momentos que até eram significativos q.b. para o começo de algo grandioso e… lá estamos nós outra vez, porque não agimos em tempo útil, assolados de novo com a constante procura do ‘momento certo’.

Passou um tempo, que já não me apercebo bem quanto, e os momentos foram ficando para trás nesta linha que teimamos em traçar… agora a única forma de os recuperar será ir rebuscá-los sempre e quando o momento actual me fizer transpor barreiras e eles, naturalmente, se encaixarem no agora.

Assim… é hoje!! – parece não parece? os tais dos pacotinhos de açúcar que invadiram o país com as frases feitas do que um dia vamos realizar.
Um bocado à laia de um desejo infantil polvilhado de uma vontade tremenda de ser capaz – só cá falta o Yes I Can!! – hoje é o dia perfeito para o início.

E porquê hoje?... dirão vocês – os poucos que saberiam desta vontade e viam o tempo passar por mim e eu inerte.
Porque eu quero. Depois de muito ponderar pareceu-me o único motivo válido para me propor a tal jornada.

Eis-me aqui, na minha maior tentativa de fazer passar o que de bom e de mau existe no meu ver, estar e sentir o mundo. Uns dias mais sensível, outros mais determinada, a sorrir ou a chorar… mas sempre com vontade de deitar ao ar o que é o meu ser. Para poder estar mais atenta, mais perto. Para poder ser mais pessoa.
Meio diário, meio reflexão… com pitadas de psicologia barata que até sou boa para ouvir desabafos.
Inicia-se assim a maior jornada de alguém que gosta de escrever – sem qualquer pretensão a ser escritora – apenas porque para mim é importante.
Quero-te mostrar o que eu vejo, falar de tudo aquilo que me vier à cabeça onde a aventura é juntar tudo em palavras e esperar de ti o que tiveres para me dizer.

Magíka