terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Um querer que não é meu...

Se quero outro alguém que não este que me afaga o corpo e o espírito...
Então será porque quero esse outro alguém?
E este que acredito querer, e que esqueço por instantes, mesmo que por meras palavras sussuradas
Não é esse que quero mesmo?
Essas palavras que serão deste que me envolve
Que deverão ser de quem me dá a mão, de quem me sorri pela manhã
Nos olhos de quem eu vejo o sol brilhar
Caso contrário... será que é outro a quem eu quero?
O que é esse querer que seja um outro a cuidar-me?
Um outro cujo toque não sinto
Cujo cheiro não conheço nem sinto falta
Não sei o que é isso
Que querer é esse?
Um querer que não é meu...
Que o meu é o teu toque, o teu cheiro
E as minhas palavras, nunca meras palavras, que são para o meu te querer

Magíka
18.012011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

13 e um trevo de 4 folhas


Lembras-te… um dia expliquei-te que era Especial, que era capaz de tudo
Fui juntando pedaços de impossíveis até serem reais
Construídos no meio de preocupações, de risos e de vontades de tudo
E hoje
Ali
Naquele sítio cheio de Esperança que tantas vezes floresce no meio de dor e incerteza
De pedidos mágicos de coração nas mãos
13… e um trevo de 4 folhas
Não estava escondido
Só que ninguém olhou
É especialmente meu
Magikamente 13
Certezas de tudo
Mais-que-certezas
De um labirinto de cor, capaz de mudar o mundo
Ou mesmo virá-lo só de forma a se ver mais bonito
13 e um trevo de 4 folhas


Magíka
13.01.2011

:)

Há pessoas que cuidam sempre de nós

Que são incansáveis no seu amar

Que choram por nós como se isso resolvesse algo

E resolve

Tudo... resolve tudo

Há pessoas que são nossas sempre


Magíka
12.01.2011

Fim de ano e começo de tudo...


Mil votos de felicidades, de desejos só de coisas boas

De querer deixar para trás todos os momentos menos bons

Tábua rasa e acreditar que tudo é possível

Um fim de ano que é sempre o começo de tudo

De querer fazer tudo, mais e melhor …

Não investi, mas o ano que vem vou investir

Em Tempo e em Amor, que o dinheiro tem juros muito baixos

Sorri muito e chorei sempre que precisei

Concretizei desejos

Viajei de menos

Trabalhei pouco no que queria

Juntei férias, este ano que vem vou gozá-las todas

Escrevi de menos e ausentei-me demais

Pedi muitos desejos e vou pedir alguns de novo

Aqueles que são de gente que gosto de ser

Perdi um Amigo, um companheiro, o meu “conta tudo” e “amor puro”

Ganhei confiança

Perdi alguns medos

Descobri que alguém que cuidamos pode não cuidar de nós

Não perdi alguém que nunca foi meu, desenganei-me de uma amizade

Cuidei mais dos meus

Tornei-me melhor

E todas as vezes que preguicei fui menos gente que gosto de ser

Amei e fui Amada

Acolhi um cuidar para o resto da vida, de qualquer um dos dois, incondicionalmente

Fiz amigos e conhecidos que gosto de conhecer

Irritei-me menos

Lutei menos vezes contra uma maré impossível de vencer

Deixei-me levar pelas ondas que me cuidaram

Encontrei um amor e deixei que ele me encontrasse

No ano que vem vou dormir mais vezes no mar

Vou cuidar mais dos meus

Vou dançar mais

Vou rir ainda mais

Vou Amar mais

Fui feliz

Fui mais feliz

No ano que vem vou ser mais feliz ainda!



Magíka

31.12.2010

problemas técnicos

Infelizmente estive com problemas no blog... daí a ausência

Uma vez que tudo parece ter voltado á normalidade... voltemos a partilhar!!

Colo aqui alguns "atrasados" :)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sorriso de sabor a castanhas!!

Para quem tenha uma ligação muito forte com a comida entende, sem grandes explicações, que se percorre as maiores distâncias para satisfazer um desejo... caso contrário ele não se cala e consome-nos.
Tinha o sabor das castanhas assadas na boca fazia horas mas não havia meio de encontrar o seu cheiro...
Fechada no meu palácio de papéis pedi a quem farejasse na rua o Sr das Castanhas que me aliviasse a alma e me trouxesse um canudinho de castanhas.
Ninguém o avistou... e o desejo continuou a crescer.
Já noite caída e no limiar de salivares constantes só de imaginar castanhas quentinhas, rumo a casa desviei o caminho... apanhei o metro, saí numa estação que sabia ter castanhas de certeza e corri como se fosse apanhar o último comboio de ligação entre duas terreolas distantes. Lá estavam elas...
«Quero uma dúzia de castanhas por favor!» de olhos esbugalhados qual criança que alcançou o seu brinquedo mais precioso...
«E estão quentinhas menina.»
«Saí aqui de propósito... estava a salivar por castanhas... e pensei que já não a apanhava aqui» já de boca cheia de castanhas a queimarem a língua
«Estou aqui todos os dias menina!!»
Acenei com a cabeça que sim e fiz um adeus com a mão que já descascava freneticamente mais uma castanha.
Pronto... já não são canudinhos de jornais velhos ou de listas telefónicas... mas são castanhas assadas.
De novo no metro sentei-me no primeiro lugar que encontrei, e suspirei enquanto calmamente dava pequenas dentadinhas na castanha e sorria de verdadeira satisfação.
Sabes aquela sensação de verdadeira satisfação? Era essa, esse mesmo momento, ali.
Tinha a boca cheia de castanhas!!
Sentou-se uma senhora ao meu lado e instintivamente apresentei-lhe o pacote de castanhas enquanto num trejeito de olhar, franzir de sobrolho e acenar a cabeça dei a entender se queria uma castanha...
Primeiro pasmou-se para depois abrir um sorriso.
«Que querida!»
Enquanto eu apenas acenava com a cabeça e continuava naquele misto de movimentos corporais que tentavam comunicar alegria, satisfação e desejo que ela partilhasse aquela maravilha gastronómica comigo. Sem nenhum som...
«Tão raro isso. E as pessoas nem sorriem umas para as outras... muito menos oferecerem castanhas...» e sorria cada vez mais.
Tinha ficado verdadeiramente pasmada... mas aquele gesto tão simples fê-la, nos poucos minutos que viajámos juntas, contar-me a coincidência do seu dia em que tinha revisto uma amiga querida, e que no meu olhar viu o olhar da amiga.
«Genuinamente partilhar... Obrigada por ser assim e ter feito do meu dia melhor!» enquanto carinhosamente passa a sua mão no meu braço em jeito de mãe carinhosa.
E eu, ainda de boca de castanhas, de sorriso super feliz «Até amanhã! ... à mesma hora».
E se a encontrar de novo vou sorrir-lhe na mesma e esperar que o dia dela corra melhor só por isso.
Hoje não tenho castanhas assadas, mas tenho esperança... posso sempre partilhar!!

Magíka
05.11.2010


Existe de facto um poder inerente a um sorriso e estranho é que muitas pessoas ainda não tenham entendido isso.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vou escolher um domingo...

Conheces-me bem
Faz algum tempo ou então quase nenhum
Se calhar cruzaste apenas o teu olhar no meu
Ou existimos no espaço um do outro apenas por termos algo em comum
Facto é que me conheces
E se me leste
Se me escutaste
Se me dedicaste um momento que seja
Conheces-me bem
E confias em mim

Vou escolher um domingo
Porque domingo é dia de Família, de Amor
E vou visitar quem acolheu o meu cão e o cuidou até eu chegar
O meu Diesel :)
Quem cuida de tantos outros sem pedir nada em troca
Quem precisa de mim, de ti e de quem quiser ajudar
Vou, de novo, àquele lugar onde fui tão acarinhada
E, desta vez, não vou de mãos a abanar
Não vou receber
Vou dar

Vou levar comida, toda a que conseguir
Agasalhados, todos os que arranjar
E carinho, até o dia acabar

Preciso da tua ajuda
Porque sozinhos não conseguimos nada
Este fim-de-semana, quando fores ao supermercado
Compra para ‘mim’ também
Seja cão ou seja gato
Compra um saco de ração
Não vai pesar assim tanto no teu orçamento
Já estive a ver... não custa assim tanto
Escolhe a mais barata se quiseres... não fará diferença a quem precisa muito

Guardas em casa e respondes-me a dizer
“Tenho uma prenda para ti”
Vou buscar a comida e tudo o que tiveres para me dar
Não tens de te deslocar se isso for um entrave
De fio a pavio deste lindo país... arranjo maneira de a receber

Vou escolher um domingo
E vou dizer-te qual
Podes sempre querer vir comigo

Vou encher o carro, tenho a certeza!!

Um beijo para ti

Magíka
23.09.2010
(peditório para ajudar a Associação Bianca que acolhe, sem fins lucrativos, animais abandonados, www.bianca.pt)