Sempre tinha ouvido dizer que a Minha Terra tinha o nascer de sol mais bonito...
Eis-me aqui de nariz colado à janela que nem criança, deixando que a minha respiração embacie o vidro e me turve a imagem.
Paro de respirar só para não perder estes minutos.
Embevecida com esta palete de cores que teimam em separar algo que em qualquer outro lado poderá fazer sentido mas que aqui não se dá – onde a noite e o dia se juntam e lutam pelo seu momento de brilhar.
De um laranja de sangue, de terra, que entra por um azul leve para deixar antever um céu de dia. Apenas para, de repente, me deixar mergulhar num azul tão profundo, de fundo de mar bem fundo, quase preto, de noite, pintalgado de brilho de estrelas onde há uma que está sempre mais viva.
É nela que deposito o meu sonho de voar e me deixo atropelar por mil sensações novas no primeiro momento em que vi o Céu da Minha Terra.
Parecia pintado a guache garrido, vivo mas pastel quando quer mostrar ternura e forte como se de dois mundos distintos se pintasse.
Mas não é pintado porque consigo saltar entre eles apenas com um esguio de olhar.
Colava-me ali, naquele momento, e sei que vou conseguir fechar os olhos e repetir, em mim, esta miscelânia de cores tão viva, mas esta sensação de maravilhada será difícil de repetir.
Quis absorver tudo e tentei decorar todos os tons, todos os trapos de nuvens que atravessavam aquele céu laranja e todas as estrelas. Sorvi tudo. Tudo. E num piscar de olhos já não havia mais que um céu limpo e claro, de fofas nuvens branco-gelo e um oásis rosa choque que rapidamente se desvaneceu.
A manhã vingou e vi-me de olhos postos num fundo de laranja sob uma cama de nuvens.
É assim, o Céu da Minha Terra... onde todos os meus sonhos foram verdade.
06.07.2010 (5.20h a.m.)
Magíka
terça-feira, 6 de julho de 2010
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