quarta-feira, 29 de abril de 2009

Will you dare?

There's a certain feeling that grows inside
So bright that leaves no gap for mistakes
As a movie that rolls, and unveils before me
Of this I am sure
I want you to be the shinning part of my future
What makes my smile stronger and brighter
Will you dare?

domingo, 26 de abril de 2009

Faz 35 anos...

Como seria antes eu não sei.
Olho para as fotografias, escuto os milhares de histórias sempre contados com orgulho de quem lutou por um bem comum, e confesso que tenho alguma inveja. Ora bolas… afinal de contas não sentes aquela vontade de fazer algo grandioso? Não por ti… pelos outros, contigo lá.
Seriam tempos bons … ou maus… as cabeças e as vivências saberão bem melhor do que eu, que já nasci nesta Democracia cheia de Liberdade e liberdades.
Nasci nesta inércia de valores e de acções humanas louváveis, verídicas.
Conheço um estar comum que é um querer tudo e não lutar realmente por nada. Uma gigante onda de pessoas que não se conhecem, não se querem conhecer, não se querem unir, que caminham roboticamente nos trilhos do que traçam não por instinto mas por hábito instituído.
Gosto dos cravos, do 25, da sinalética de todo um movimento, mas não puxo mais por uma ideologia que outra… são apenas pensamentos, nem sempre muito debruçados, de uma não-política que vibra com as vitórias de uma conquista real.
Quando era pequena o 25 de Abril não tinha sentimento político, tinha dia de festa e de gente na rua. Já cresci, tanto quanto o 25, e continuo a ver uma festa de todos os que escolhem premiar este dia com recordações valiosas para a nossa pátria. Com as famílias, com os amigos, com os vizinhos, com os não vizinhos, mais, ou menos, eufóricos mas de cravo ao peito e a cantarolar um Zeca.
São só palavras que não retratam todas as possíveis formas de se ter vivido, e sobrevivido, uma época que se conseguiu compactar numa estrondosa sensação de grandiosidade que se transmite só num dia… a uma menina que todos os anos ainda descobre mais uma história de cravos, na rua, no meio do povo. Que vê um Portugal diferente.
É este o meu 25 de Abril, outros haverá tão diferentes do meu.

Magíka


sábado, 25 de abril de 2009

Tenta!!

Sentires-te atraído pela independência - claro que entendo. É realmente inebriante estarmos com alguém que é tão seguro, que tem medo de muitas coisas mas nunca de tentar ou de querer, que mesmo não sabendo tudo o que quer procura, que sente tudo... tudo. Ter alguém assim leva-nos a viver um amor de tal forma livre que não temos de nos preocupar em esperar que o outro nos 'acompanhe' e estamos sempre a andar os dois lado a lado... com diferenças que são importantes, mas sem termos de nos preocupar em puxar ninguém, e assim alimentamo-nos um ao outro. Como te entendo. E concordo contigo.
Mas tens de entender que nem todos têm essa capacidade de ser despegado, de ser livre, de querer mais, de estar mais e sentir mais.
Se essa menina bonita merecer, e se tu a quiseres realmente, mostra-lhe o teu mundo. A tua forma de querer... de amar. Quem não conhece melhor acha sempre que está bem. Não imagines que ela não sabe amar... ela sabe, ao ritmo dela, ao gosto dela... se calhar sem saber o que é proteger e sentir o outro cobrir-nos com uma força que está sempre presente, mesmo quando está longe, de saber sentir o seu cheiro só de fechar os olhos... de ter o meu querer sempre em mim e ser só dessa pessoa. De saber que se nunca mais puder olhar vou saber exactamente os contornos de quem é meu.
Se ela é bonita faz com que seja linda para ti… são poucas as pessoas que tentam.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tristeza

Há dias em que sou triste e não vês o meu sorriso brilhar. Queres que não mostre assim tanto a dor que naquele momento é minha. Que não te seja tão nítida esta palavra que é, das palavras tristes, a mais estridente. Como se sentisses medo dela… ou de mim, triste.
A tristeza faz de mim uma mulher sem medo de sentir... deixa-a estar aqui comigo que aprendo a conhecê-la e a domá-la. Ao longo de uma vida inteira vou precisar dela... nos momentos que não a puder ignorar. E é melhor que a viva só assim perto de mim e à vista desarmada, só o tempo necessário. Se a guardar fechada sem a sentir nas 'doses certas' vou deixar que ela ganhe força, mas se a for apagando todos os dias é porque deixei o meu sorrir ser mais forte.
Isso é ser eu… mas acho que isso já sabias de mim...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Impressão

Há sempre uma 2.ª oportunidade
mas...
Nunca há 2.ª oportunidade para uma 1.ª impressão

É isto que simplesmente me ocorre sentir
nem é dizer, é mesmo sentir
Aquela impressão
Aquela 1.ª vez que tive aquela 1.ª impressão
A sensação de estar ali presa naquele feitiço
Que depois de amadurecido, de horas, semanas, meses... e quiçá quanto mais tempo
Saber que era certa essa impressão que tenho
Repete-se hoje outra vez

sábado, 18 de abril de 2009

Dance me to the end of love

Hoje tenho vontade de cantar e de dançar... não de escrever.

Magíka

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Passo por ti

Passo por ti todos os dias, tantas vezes, e sinto-te.
Porque pões à prova o meu amor… todos os dias.
Sempre que isso acontece tendo a esquecer-me que o maior poder que posso ter é poder escolher. Tudo. Qualquer coisa.
Sempre, sem qualquer reserva. Com direito a tudo o que isso me possa trazer.
A querer mais. A querer desistir. A poder correr sem querer andar.
Escolher ficar ou ir embora. Mas sempre a escolher.
Escolhi-te a ti, uma e outra vez.
E agora escolhi de novo. De novo e outra vez.
Escolhi acreditar, confiar que o meu sentir é mais lindo que o teu nem saber querer. Mas escolhi.
E isso é poder, mais que isso, é querer poder escolher.
É culpa minha, só minha, esta coisa de passar por ti.
Do meu ser assim… de castelos na areia, com príncipes e princesas…
De verde e vermelho até ser de todas as cores, com todos os sons e cheiros e sabores. De ti.
De encostar-me a ti para sentir esse calor que sempre me passas quando sussurras que te faço feliz. E aí passo outra vez por ti, uma e outra vez…
Passo por ti todos os dias, porque escolhi te querer.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Escreve alguma coisa sobre ti...

E como podia eu descrever-me?
Sou tantas coisas e são tantas as coisas de que gosto: de comer, de sorrir, de falar horas seguidas, de karaoke, de ler, de escrever cartas de amor, de telefonar, de calor mais do que de frio, da neve, de esquiar, de sentir o vento cortar a respiração, de música, de dançar a noite toda, de rir, de água, de tequilla, do nascer do sol, do sol da meia-noite, da lua cheia vazia ou assim-assim, do pôr-do-sol enroscada na toalha cheia de sal e areia, de trocar de biquini 3 vezes ao dia, de pequenos-almoços, de bailados, de circo, de ter vontade de experimentar, de cinema, de teatro, da sabedoria popular, de escrever quando tenho insónias, de adormecer, de andar de mota, de cantar, de recordar, de mimos, de molduras e de espelhos, de livros, de escadas, de flores, de chocolates, de fruta, das crianças e dos velhos, de sonhar, do cheiro dos livros, de gente simpática, de chinelos e sapatos, de fazer malas, de massagens, de manicure e ainda mais de pedicure, de declarações de Amor, de acordar, de tomar banho, de cheirar bem, de mar, de viajar, de chegar a casa, de decoração, de almoçaradas, jantaradas e todo o tipo de petiscadas, de música de todo o género, de sair, de ficar em casa, de comer gelado, de fazer maratonas cinematográficas, de remar, de cheiros e sabores, de mudanças, de creme para as mãos, de limpezas de pele e banhos turcos, de tirar fotografias, de rever momentos, de prendas, de surpresas, de fazer surpresas, de aprender, de olhar pela 1.ª vez, de ver um filme cómico e rir às gargalhadas, de noites só de amigas e as amigas das amigas, de beijos, de abraços, do cheiro da roupa lavada, de tricotar, de cozinhar, de conversar no wc, de andar de comboio, de conduzir, de roupa nova, de cores, de lápis de cor, de gente, de dormir na praia, de chapéus, de estrelas cadentes, dos meus amigos, de ser útil, de sumos de fruta naturais, de cozido à portuguesa, de receber e-mails engraçados, de olhares, de vestidos, de ler o jornal em silêncio, de ler para alguém, de andar descalça, de voar... e agora também de surfar.