Para quem tenha uma ligação muito forte com a comida entende, sem grandes explicações, que se percorre as maiores distâncias para satisfazer um desejo... caso contrário ele não se cala e consome-nos.
Tinha o sabor das castanhas assadas na boca fazia horas mas não havia meio de encontrar o seu cheiro...
Fechada no meu palácio de papéis pedi a quem farejasse na rua o Sr das Castanhas que me aliviasse a alma e me trouxesse um canudinho de castanhas.
Ninguém o avistou... e o desejo continuou a crescer.
Já noite caída e no limiar de salivares constantes só de imaginar castanhas quentinhas, rumo a casa desviei o caminho... apanhei o metro, saí numa estação que sabia ter castanhas de certeza e corri como se fosse apanhar o último comboio de ligação entre duas terreolas distantes. Lá estavam elas...
«Quero uma dúzia de castanhas por favor!» de olhos esbugalhados qual criança que alcançou o seu brinquedo mais precioso...
«E estão quentinhas menina.»
«Saí aqui de propósito... estava a salivar por castanhas... e pensei que já não a apanhava aqui» já de boca cheia de castanhas a queimarem a língua
«Estou aqui todos os dias menina!!»
Acenei com a cabeça que sim e fiz um adeus com a mão que já descascava freneticamente mais uma castanha.
Pronto... já não são canudinhos de jornais velhos ou de listas telefónicas... mas são castanhas assadas.
De novo no metro sentei-me no primeiro lugar que encontrei, e suspirei enquanto calmamente dava pequenas dentadinhas na castanha e sorria de verdadeira satisfação.
Sabes aquela sensação de verdadeira satisfação? Era essa, esse mesmo momento, ali.
Tinha a boca cheia de castanhas!!
Sentou-se uma senhora ao meu lado e instintivamente apresentei-lhe o pacote de castanhas enquanto num trejeito de olhar, franzir de sobrolho e acenar a cabeça dei a entender se queria uma castanha...
Primeiro pasmou-se para depois abrir um sorriso.
«Que querida!»
Enquanto eu apenas acenava com a cabeça e continuava naquele misto de movimentos corporais que tentavam comunicar alegria, satisfação e desejo que ela partilhasse aquela maravilha gastronómica comigo. Sem nenhum som...
«Tão raro isso. E as pessoas nem sorriem umas para as outras... muito menos oferecerem castanhas...» e sorria cada vez mais.
Tinha ficado verdadeiramente pasmada... mas aquele gesto tão simples fê-la, nos poucos minutos que viajámos juntas, contar-me a coincidência do seu dia em que tinha revisto uma amiga querida, e que no meu olhar viu o olhar da amiga.
«Genuinamente partilhar... Obrigada por ser assim e ter feito do meu dia melhor!» enquanto carinhosamente passa a sua mão no meu braço em jeito de mãe carinhosa.
E eu, ainda de boca de castanhas, de sorriso super feliz «Até amanhã! ... à mesma hora».
E se a encontrar de novo vou sorrir-lhe na mesma e esperar que o dia dela corra melhor só por isso.
Hoje não tenho castanhas assadas, mas tenho esperança... posso sempre partilhar!!
Magíka
05.11.2010
Existe de facto um poder inerente a um sorriso e estranho é que muitas pessoas ainda não tenham entendido isso.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Vou escolher um domingo...
Conheces-me bem
Faz algum tempo ou então quase nenhum
Se calhar cruzaste apenas o teu olhar no meu
Ou existimos no espaço um do outro apenas por termos algo em comum
Facto é que me conheces
E se me leste
Se me escutaste
Se me dedicaste um momento que seja
Conheces-me bem
E confias em mim
Vou escolher um domingo
Porque domingo é dia de Família, de Amor
E vou visitar quem acolheu o meu cão e o cuidou até eu chegar
O meu Diesel :)
Quem cuida de tantos outros sem pedir nada em troca
Quem precisa de mim, de ti e de quem quiser ajudar
Vou, de novo, àquele lugar onde fui tão acarinhada
E, desta vez, não vou de mãos a abanar
Não vou receber
Vou dar
Vou levar comida, toda a que conseguir
Agasalhados, todos os que arranjar
E carinho, até o dia acabar
Preciso da tua ajuda
Porque sozinhos não conseguimos nada
Este fim-de-semana, quando fores ao supermercado
Compra para ‘mim’ também
Seja cão ou seja gato
Compra um saco de ração
Não vai pesar assim tanto no teu orçamento
Já estive a ver... não custa assim tanto
Escolhe a mais barata se quiseres... não fará diferença a quem precisa muito
Guardas em casa e respondes-me a dizer
“Tenho uma prenda para ti”
Vou buscar a comida e tudo o que tiveres para me dar
Não tens de te deslocar se isso for um entrave
De fio a pavio deste lindo país... arranjo maneira de a receber
Vou escolher um domingo
E vou dizer-te qual
Podes sempre querer vir comigo
Vou encher o carro, tenho a certeza!!
Um beijo para ti
Magíka
23.09.2010
(peditório para ajudar a Associação Bianca que acolhe, sem fins lucrativos, animais abandonados, www.bianca.pt)
Faz algum tempo ou então quase nenhum
Se calhar cruzaste apenas o teu olhar no meu
Ou existimos no espaço um do outro apenas por termos algo em comum
Facto é que me conheces
E se me leste
Se me escutaste
Se me dedicaste um momento que seja
Conheces-me bem
E confias em mim
Vou escolher um domingo
Porque domingo é dia de Família, de Amor
E vou visitar quem acolheu o meu cão e o cuidou até eu chegar
O meu Diesel :)
Quem cuida de tantos outros sem pedir nada em troca
Quem precisa de mim, de ti e de quem quiser ajudar
Vou, de novo, àquele lugar onde fui tão acarinhada
E, desta vez, não vou de mãos a abanar
Não vou receber
Vou dar
Vou levar comida, toda a que conseguir
Agasalhados, todos os que arranjar
E carinho, até o dia acabar
Preciso da tua ajuda
Porque sozinhos não conseguimos nada
Este fim-de-semana, quando fores ao supermercado
Compra para ‘mim’ também
Seja cão ou seja gato
Compra um saco de ração
Não vai pesar assim tanto no teu orçamento
Já estive a ver... não custa assim tanto
Escolhe a mais barata se quiseres... não fará diferença a quem precisa muito
Guardas em casa e respondes-me a dizer
“Tenho uma prenda para ti”
Vou buscar a comida e tudo o que tiveres para me dar
Não tens de te deslocar se isso for um entrave
De fio a pavio deste lindo país... arranjo maneira de a receber
Vou escolher um domingo
E vou dizer-te qual
Podes sempre querer vir comigo
Vou encher o carro, tenho a certeza!!
Um beijo para ti
Magíka
23.09.2010
(peditório para ajudar a Associação Bianca que acolhe, sem fins lucrativos, animais abandonados, www.bianca.pt)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
...
«A alegria é sagrada mas a tristeza merece respeito»
Matilde Rosa Araújo
Nunca tinha lido e nem imaginava, por pura falta de me dedicar a esse pensamento, que alguém conseguisse sentir algo tão meu.
Matilde Rosa Araújo
Nunca tinha lido e nem imaginava, por pura falta de me dedicar a esse pensamento, que alguém conseguisse sentir algo tão meu.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Lua
Cheia…
De luz tão forte que te mostra o caminho para casa enquanto se reflecte no mar e te ilumina
Te traz para o teu lugar
Me traz o teu calor
Essa que sempre me vê esperar pelo teu regresso a casa, a escrevinhar sonhos, á janela
Que me abraça num sono leve até que na manhã seja o teu corpo a encostar no meu
Essa mesma lua que, mesmo estando nós longe, olhamos sempre a partilhar o mesmo segredo
Que brilha só de me olhar
Aquela que me mostra a mim o mesmo caminho quando sou eu a não querer sair do mar
E me lembra que alguém espera por mim
A tua lua… que hoje brilha mais que ontem
Que me leva a mim para o teu lugar
Só de brilho e silêncio contra um mundo de barulho
Lua… que me enche.
Magíka
24.08.2010
De luz tão forte que te mostra o caminho para casa enquanto se reflecte no mar e te ilumina
Te traz para o teu lugar
Me traz o teu calor
Essa que sempre me vê esperar pelo teu regresso a casa, a escrevinhar sonhos, á janela
Que me abraça num sono leve até que na manhã seja o teu corpo a encostar no meu
Essa mesma lua que, mesmo estando nós longe, olhamos sempre a partilhar o mesmo segredo
Que brilha só de me olhar
Aquela que me mostra a mim o mesmo caminho quando sou eu a não querer sair do mar
E me lembra que alguém espera por mim
A tua lua… que hoje brilha mais que ontem
Que me leva a mim para o teu lugar
Só de brilho e silêncio contra um mundo de barulho
Lua… que me enche.
Magíka
24.08.2010
Cohen once again
Ditados á parte "a terceira é de vez"!!
Vazios deixados para trás ... desta vez cantas para mim, danças comigo, afagas-me a alma...
Nada nos pode impedir.
«Everybody knows that the dice are loaded
...
Everybody knows that it's now or never
Everybody knows that it's me or you
Everybody knows that you'll live forever
When you've done a little lie or two...
...
Everybody knows...»
Vazios deixados para trás ... desta vez cantas para mim, danças comigo, afagas-me a alma...
Nada nos pode impedir.
«Everybody knows that the dice are loaded
...
Everybody knows that it's now or never
Everybody knows that it's me or you
Everybody knows that you'll live forever
When you've done a little lie or two...
...
Everybody knows...»
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
...
Ás vezes... não tens a sensação que todos á tua volta estão vazios?
Sem nada.
Quer dizer... existem mas na realidade nada os protege, nada os alimenta. Existem só porque ocupam aquele espaço, aquela claridade na noite.
Magíka
Sem nada.
Quer dizer... existem mas na realidade nada os protege, nada os alimenta. Existem só porque ocupam aquele espaço, aquela claridade na noite.
Magíka
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Domingo perfeito!!
Foi á praia numa 'onda' de família e só teve boas notícias
Vai ter mais um bébé para mimar, mais uma afilhada
Entre histórias de férias e muita gargalhada, o senegalês das pulseiras ofereceu-lhe uma pulseira mágica que vai trazer-lhe Amor, Saúde, Fortuna e alegrias para toda a vida - o que se pode querer mais?
só não a pode tirar...nunca... e com tanta água cheira a mofo... mas temos de acreditar na magia da coisa
até porque o Jamara candidatou-se logo ao lugar de marido perfeito e levava-me já para o Senegal... porque sou uma princesa!!!
A terminar com uma caldeirada de peixe, um chardonnay magnífico, muito carinho e parabéns de aniversários...
Sempre com o mar por perto
Digam lá que não foi um domingo perfeito!!
Magíka
Vai ter mais um bébé para mimar, mais uma afilhada
Entre histórias de férias e muita gargalhada, o senegalês das pulseiras ofereceu-lhe uma pulseira mágica que vai trazer-lhe Amor, Saúde, Fortuna e alegrias para toda a vida - o que se pode querer mais?
só não a pode tirar...nunca... e com tanta água cheira a mofo... mas temos de acreditar na magia da coisa
até porque o Jamara candidatou-se logo ao lugar de marido perfeito e levava-me já para o Senegal... porque sou uma princesa!!!
A terminar com uma caldeirada de peixe, um chardonnay magnífico, muito carinho e parabéns de aniversários...
Sempre com o mar por perto
Digam lá que não foi um domingo perfeito!!
Magíka
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Especial...
Porque explicar um sentimento é sempre difícil mas explicar uma certeza às vezes é ainda mais.
Especial. Sem precisar que me digam.
Mas gostar que sintam isso em mim, de mim. E sentem. E dizem.
Acreditar que quando dizem é exactamente por essa sensação, por essa vibração, e não mais nada.
Porquê? - perguntas tu?
Por tantas razões... e por tantas certezas.
Não é porque sou mais bonita, ou mais inteligente, ou mais amiga, ou mais mulher.
Não sou “mais” nada.
Sou tão bonita quanto me quiser sentir.
Sou tão inteligente quanto quiser ser.
São tão amiga e mulher quanto me quiser dar a alguém, entregar-me de corpo e alma. Tanto quanto quiser que o outro faça parte de mim, da minha vida, do meu ser – mais ou menos íntimo.
Sou rabugenta, sou má filha, sou má irmã, sou má amiga, sou má colega, sou má cidadã... sempre que não me quiser ... e sou a doçura todos os outros dias. O sorriso que verás sem nunca te esconder. Porque dos meus milhares de sorrisos vais sempre saber o que são... nunca duvides que algum deles esconde algo. Só esconde se tu não quiseres ver.
Especial...
Porque sou verdadeira no que faço – e isso torna-me especial. Não é melhor. Não é pior. É mostrar o que estou a fazer, o que estou a sentir. Seja bom ou seja mau, é claro, não é obtuso, mesmo que seja confuso... é o meu sentir, é o meu pensar, e é nítido. Porque sabes logo o que podes contar comigo.
Porque não te vou mentir. E quando tiver algo que não te consigo dizer logo... vou chorar de aflição enquanto te conto.
Porque acho que existo, num determinado espaço e com um tempo próprios, que são meus com a missão de dar o melhor de mim aos outros, de fazer o melhor que puder, de ajudar o mais que conseguir.
Especial porque a minha primeira voz é para acreditar em ti. E insistir no sonho, na vontade de ser tudo efectivamente cor-de-rosa... o castelo que tão bem conheces.
Porque as minhas palavras são exactamente aquilo que sinto. Porque não banalizo as tuas nem as minhas palavras. Se te disser que te amo sabes que é exactamente isso, e que me enches o coração.
Porque o meu ciúme por ti é único, é de amor, é de querer o melhor, e sempre mais de um melhor.
Especial...
Porque me fazem também sentir especial.
Porque me recordam com carinho, com amor.
Porque sabem que não sou perfeita e me aceitam como sou.
Porque confiam em mim.
Porque tenho uma varinha mágica com o condão de ajudar um amigo, de o animar, de o fazer sentir-se especial.
Porque sofro também por um estranho que tem espaço na minha dimensão – porque também ele é parte do que eu sou.
Porque, estranhamente, amo tantas coisas ao mesmo tempo e com muita intensidade.
Porque quero tudo e depois já não quero nada.
Porque se quiseres dou-te a minha marcação das unhas, a minha consulta do médico, ou divido o meu almoço contigo.
Porque tenho medo de falhar... e quero ser melhor do que sou.
Porque sei pedir ajuda.
Porque erro.
Porque sou os dois pólos e o meio-termo também.
Porque guardo tudo o que me dizes.
Porque te considero especial.
Porque preciso de sentir assim.
Porque não sei viver se não acreditar.
É este o meu sentir normal. Não é melhor, nem pior. É sentir-me especial.
Magíka
Especial. Sem precisar que me digam.
Mas gostar que sintam isso em mim, de mim. E sentem. E dizem.
Acreditar que quando dizem é exactamente por essa sensação, por essa vibração, e não mais nada.
Porquê? - perguntas tu?
Por tantas razões... e por tantas certezas.
Não é porque sou mais bonita, ou mais inteligente, ou mais amiga, ou mais mulher.
Não sou “mais” nada.
Sou tão bonita quanto me quiser sentir.
Sou tão inteligente quanto quiser ser.
São tão amiga e mulher quanto me quiser dar a alguém, entregar-me de corpo e alma. Tanto quanto quiser que o outro faça parte de mim, da minha vida, do meu ser – mais ou menos íntimo.
Sou rabugenta, sou má filha, sou má irmã, sou má amiga, sou má colega, sou má cidadã... sempre que não me quiser ... e sou a doçura todos os outros dias. O sorriso que verás sem nunca te esconder. Porque dos meus milhares de sorrisos vais sempre saber o que são... nunca duvides que algum deles esconde algo. Só esconde se tu não quiseres ver.
Especial...
Porque sou verdadeira no que faço – e isso torna-me especial. Não é melhor. Não é pior. É mostrar o que estou a fazer, o que estou a sentir. Seja bom ou seja mau, é claro, não é obtuso, mesmo que seja confuso... é o meu sentir, é o meu pensar, e é nítido. Porque sabes logo o que podes contar comigo.
Porque não te vou mentir. E quando tiver algo que não te consigo dizer logo... vou chorar de aflição enquanto te conto.
Porque acho que existo, num determinado espaço e com um tempo próprios, que são meus com a missão de dar o melhor de mim aos outros, de fazer o melhor que puder, de ajudar o mais que conseguir.
Especial porque a minha primeira voz é para acreditar em ti. E insistir no sonho, na vontade de ser tudo efectivamente cor-de-rosa... o castelo que tão bem conheces.
Porque as minhas palavras são exactamente aquilo que sinto. Porque não banalizo as tuas nem as minhas palavras. Se te disser que te amo sabes que é exactamente isso, e que me enches o coração.
Porque o meu ciúme por ti é único, é de amor, é de querer o melhor, e sempre mais de um melhor.
Especial...
Porque me fazem também sentir especial.
Porque me recordam com carinho, com amor.
Porque sabem que não sou perfeita e me aceitam como sou.
Porque confiam em mim.
Porque tenho uma varinha mágica com o condão de ajudar um amigo, de o animar, de o fazer sentir-se especial.
Porque sofro também por um estranho que tem espaço na minha dimensão – porque também ele é parte do que eu sou.
Porque, estranhamente, amo tantas coisas ao mesmo tempo e com muita intensidade.
Porque quero tudo e depois já não quero nada.
Porque se quiseres dou-te a minha marcação das unhas, a minha consulta do médico, ou divido o meu almoço contigo.
Porque tenho medo de falhar... e quero ser melhor do que sou.
Porque sei pedir ajuda.
Porque erro.
Porque sou os dois pólos e o meio-termo também.
Porque guardo tudo o que me dizes.
Porque te considero especial.
Porque preciso de sentir assim.
Porque não sei viver se não acreditar.
É este o meu sentir normal. Não é melhor, nem pior. É sentir-me especial.
Magíka
terça-feira, 6 de julho de 2010
O Céu da Minha Terra
Sempre tinha ouvido dizer que a Minha Terra tinha o nascer de sol mais bonito...
Eis-me aqui de nariz colado à janela que nem criança, deixando que a minha respiração embacie o vidro e me turve a imagem.
Paro de respirar só para não perder estes minutos.
Embevecida com esta palete de cores que teimam em separar algo que em qualquer outro lado poderá fazer sentido mas que aqui não se dá – onde a noite e o dia se juntam e lutam pelo seu momento de brilhar.
De um laranja de sangue, de terra, que entra por um azul leve para deixar antever um céu de dia. Apenas para, de repente, me deixar mergulhar num azul tão profundo, de fundo de mar bem fundo, quase preto, de noite, pintalgado de brilho de estrelas onde há uma que está sempre mais viva.
É nela que deposito o meu sonho de voar e me deixo atropelar por mil sensações novas no primeiro momento em que vi o Céu da Minha Terra.
Parecia pintado a guache garrido, vivo mas pastel quando quer mostrar ternura e forte como se de dois mundos distintos se pintasse.
Mas não é pintado porque consigo saltar entre eles apenas com um esguio de olhar.
Colava-me ali, naquele momento, e sei que vou conseguir fechar os olhos e repetir, em mim, esta miscelânia de cores tão viva, mas esta sensação de maravilhada será difícil de repetir.
Quis absorver tudo e tentei decorar todos os tons, todos os trapos de nuvens que atravessavam aquele céu laranja e todas as estrelas. Sorvi tudo. Tudo. E num piscar de olhos já não havia mais que um céu limpo e claro, de fofas nuvens branco-gelo e um oásis rosa choque que rapidamente se desvaneceu.
A manhã vingou e vi-me de olhos postos num fundo de laranja sob uma cama de nuvens.
É assim, o Céu da Minha Terra... onde todos os meus sonhos foram verdade.
06.07.2010 (5.20h a.m.)
Magíka
Eis-me aqui de nariz colado à janela que nem criança, deixando que a minha respiração embacie o vidro e me turve a imagem.
Paro de respirar só para não perder estes minutos.
Embevecida com esta palete de cores que teimam em separar algo que em qualquer outro lado poderá fazer sentido mas que aqui não se dá – onde a noite e o dia se juntam e lutam pelo seu momento de brilhar.
De um laranja de sangue, de terra, que entra por um azul leve para deixar antever um céu de dia. Apenas para, de repente, me deixar mergulhar num azul tão profundo, de fundo de mar bem fundo, quase preto, de noite, pintalgado de brilho de estrelas onde há uma que está sempre mais viva.
É nela que deposito o meu sonho de voar e me deixo atropelar por mil sensações novas no primeiro momento em que vi o Céu da Minha Terra.
Parecia pintado a guache garrido, vivo mas pastel quando quer mostrar ternura e forte como se de dois mundos distintos se pintasse.
Mas não é pintado porque consigo saltar entre eles apenas com um esguio de olhar.
Colava-me ali, naquele momento, e sei que vou conseguir fechar os olhos e repetir, em mim, esta miscelânia de cores tão viva, mas esta sensação de maravilhada será difícil de repetir.
Quis absorver tudo e tentei decorar todos os tons, todos os trapos de nuvens que atravessavam aquele céu laranja e todas as estrelas. Sorvi tudo. Tudo. E num piscar de olhos já não havia mais que um céu limpo e claro, de fofas nuvens branco-gelo e um oásis rosa choque que rapidamente se desvaneceu.
A manhã vingou e vi-me de olhos postos num fundo de laranja sob uma cama de nuvens.
É assim, o Céu da Minha Terra... onde todos os meus sonhos foram verdade.
06.07.2010 (5.20h a.m.)
Magíka
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Caminho
Que caminho tão familiar
Tão curto, por mais longe que esteja
Para chegar a ti
E me perder nesse abraço
Salgado de mar e banhado de lua
De perder o tempo enquanto danço para ti
De te ouvir e me deixar embalar
Quando me trazes o sereno da paixão de viver
No limite
Sem hesitar
É para ti que caminho
Sempre
Magíka
25.05.2010
Tão curto, por mais longe que esteja
Para chegar a ti
E me perder nesse abraço
Salgado de mar e banhado de lua
De perder o tempo enquanto danço para ti
De te ouvir e me deixar embalar
Quando me trazes o sereno da paixão de viver
No limite
Sem hesitar
É para ti que caminho
Sempre
Magíka
25.05.2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
... de novo e dentro de si
Já sem raios de sol
É ali que, uma vez mais, ela procura o seu estar mais puro
Enterra o corpo na areia e sente aquela cacimba de mar chamá-la
Sem medos, mergulha no que sabe ser o seu maior conforto
Queda-se ali
Serena
De sorriso posto e alma aberta
E escuta
Deixa o mar banhar o seu corpo enquanto essa voz lhe afaga a alma
Ora quente
Ora frio
E enquanto a onda se forma e logo rapidamente se fecha em espuma
O reflexo da lua brilha ainda mais o seu olhar
Ninguém vê
Ela está ali sozinha
A ouvir de novo aquela voz
Que num instante a abraça e preenche
E rapidamente desvanece
Apenas para recomeçar
...de novo e dentro de si
Magíka
22.05.2010
É ali que, uma vez mais, ela procura o seu estar mais puro
Enterra o corpo na areia e sente aquela cacimba de mar chamá-la
Sem medos, mergulha no que sabe ser o seu maior conforto
Queda-se ali
Serena
De sorriso posto e alma aberta
E escuta
Deixa o mar banhar o seu corpo enquanto essa voz lhe afaga a alma
Ora quente
Ora frio
E enquanto a onda se forma e logo rapidamente se fecha em espuma
O reflexo da lua brilha ainda mais o seu olhar
Ninguém vê
Ela está ali sozinha
A ouvir de novo aquela voz
Que num instante a abraça e preenche
E rapidamente desvanece
Apenas para recomeçar
...de novo e dentro de si
Magíka
22.05.2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
...
Apanha-me...
No ar
E voa comigo ali
Onde eu estiver porque não vou querer descer
Vou querer ali ficar
A pairar
Mas apanha-me
Mesmo que não vá a cair
Apanha-me para ti
Para perto de ti
Magíka
No ar
E voa comigo ali
Onde eu estiver porque não vou querer descer
Vou querer ali ficar
A pairar
Mas apanha-me
Mesmo que não vá a cair
Apanha-me para ti
Para perto de ti
Magíka
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A tua presença ausente...
Revi ali naquele momento um milhão de sentimentos
Tão passados
Tão sentidos
Tão presentes
Subi ao lugar onde tanto escrevinhei sobre os tudos e os nadas
Tão sentidos
Tão presentes
Subi ao lugar onde tanto escrevinhei sobre os tudos e os nadas
E sorri
Sorriso da cor do sol que me abre o coração
Olhei em frente
Para o que olhava para mim
E senti-me partir
Larguei este estar
Deixei-me ficar ali enquanto voei nas tuas palavras
Na tua presença
Ausente
Guarda-me
Junto a ti
Com este sorriso de sol
Que todos os dias aguarda por ti
No último resquício de luz
E se aconchega com o teu abraço de lua
Com cheiro de mar e sabor de ... morango
Sorriso da cor do sol que me abre o coração
Olhei em frente
Para o que olhava para mim
E senti-me partir
Larguei este estar
Deixei-me ficar ali enquanto voei nas tuas palavras
Na tua presença
Ausente
Guarda-me
Junto a ti
Com este sorriso de sol
Que todos os dias aguarda por ti
No último resquício de luz
E se aconchega com o teu abraço de lua
Com cheiro de mar e sabor de ... morango
Magíka
08.05.2010
08.05.2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
...
Numa dessas muitas séries que vemos na TV, muitas vezes fora de horas, outras tantas repetidas, vi uma cena que culminava numa frase que me fez tremer. Não interessa muito o enquadramento mas para que se situem aqui vai: alguém tinha perdido todos os seus bens e a juíza, muito indignada, com um semblante carregado e estupefacto, pergunta «O que aconteceu ao seu dinheiro... o que fez a tudo o que adquiriu nestes anos todos... as coisas que se adquirem ao longo da vida. Onde estão as coisas pelas quais se mede uma vida?»
Existem coisas que nos assustam e, não há muito tempo, numa conversa de final de noite entre alguns dos meus amigos mais chegados, partilhei um dos meus maiores receios.
Ficar sem tecto.
Existe um milhão de coisas que nos podem afligir mas no meio delas existem receios, e quiçá medos profundos, que embora saibamos serem quase impossíveis – repito, quase impossíveis – nos assolam a alma.
A mim será isso... ficar sem tecto. Sem calor, sem conforto...
Quem tem Família, quem tem Amigos, quem tem Amor, não fica sem tecto... pareceu ser a resposta unânime. Mas quem sabe o que levou àquele instante em que os sem tecto do mundo o passaram a ser... com Família, com Amigos, com Amor... Em que perdem tudo deixando a vida levar o que de mais valioso têm. Muitas vezes sem poderem ripostar, outras porque apenas baixaram os braços.
É um medo irracional e sem explicação possível. Não retrai, não assusta fazendo retroceder. Existe e é forte mas não impede de avançar.
E porque num minuto posso perder tudo, mesmo aquilo que é meu, vou vivendo cada momento, cada instante, sofregamente ...
Foi nesta leveza de estar e de querer que fui largando as coisas pelas quais se mede uma vida... e é assim que sou feliz! Porque quero medir a minha vida por Amor!!
Magíka
05.05.2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Segreda-me...
Esse cantar de segredos dos recantos do teu mundo
Que no seu caminho se juntam com os meus
É por esses segredos que te vou seguindo
Para te olhar nesse sentir
Segreda-me
Os sons que te aquecem
Que no meu gostar de ti se revelam num sorriso
E se cantares para mim
Só para me fazeres parar
Sigo sempre o meu caminho
Aquele que entre recantos e medos se junta no teu
Sobre segredos de sons com quem me deito e acordo
Segreda-me
O sentir que te envolve
Que no meu querer te desejam
Encontra-me nesse meio caminho
Entre ouvir e sentir
Mas segreda-me...
Magíka
04.05.2010
Que no seu caminho se juntam com os meus
É por esses segredos que te vou seguindo
Para te olhar nesse sentir
Segreda-me
Os sons que te aquecem
Que no meu gostar de ti se revelam num sorriso
E se cantares para mim
Só para me fazeres parar
Sigo sempre o meu caminho
Aquele que entre recantos e medos se junta no teu
Sobre segredos de sons com quem me deito e acordo
Segreda-me
O sentir que te envolve
Que no meu querer te desejam
Encontra-me nesse meio caminho
Entre ouvir e sentir
Mas segreda-me...
Magíka
04.05.2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Conversas...
São conversas que começam sem percebermos como e que no fim, mesmo no fim, depois de desligarmos o telefone nos damos conta que também nós estivemos ali.
nem sei bem como começou... vais acreditar e ficar triste por mim...
quando saí fui para casa enroscar-me na minha cama
em busca de conforto e de sossego
mas a minha mente procurava soluções... saídas...
formas de dizer para não adiar mais o que já sabia e sentia em mim
entre pensamentos
mais uma noite passou
mas um dia começou
...
Um dia de agonia
de "sem saber"
as horas passaram e eu, minha amiga, parecia inerte
sem forças para lutar
mas é preciso insistir
é preciso um final
e quem escolhe um final feliz fica sempre a ganhar
era isso que eu queria
tudo isso
tudo o que tenho direito
o final feliz
e ganhar
...
Sem saber bem como, aquelas palavras que eu já tinha ouvido tantas e tantas vezes ecoaram no meu íntimo com uma violência tal que o meu próximo fôlego conseguiu libertar-me...
e deu-me um final
com metade de ganho mas sem final feliz... para já
comigo só
com um vazio tão grande e uma certeza tão duramente pungente... não luta
desiste
...
E ouvi-te até ao fim... quando em cada palavra conseguia sentir o gosto exacto do que me queres fazer entender... tão familiar, tão pouco desejado...
nem sei bem como começou... vais acreditar e ficar triste por mim...
quando saí fui para casa enroscar-me na minha cama
em busca de conforto e de sossego
mas a minha mente procurava soluções... saídas...
formas de dizer para não adiar mais o que já sabia e sentia em mim
entre pensamentos
mais uma noite passou
mas um dia começou
...
Um dia de agonia
de "sem saber"
as horas passaram e eu, minha amiga, parecia inerte
sem forças para lutar
mas é preciso insistir
é preciso um final
e quem escolhe um final feliz fica sempre a ganhar
era isso que eu queria
tudo isso
tudo o que tenho direito
o final feliz
e ganhar
...
Sem saber bem como, aquelas palavras que eu já tinha ouvido tantas e tantas vezes ecoaram no meu íntimo com uma violência tal que o meu próximo fôlego conseguiu libertar-me...
e deu-me um final
com metade de ganho mas sem final feliz... para já
comigo só
com um vazio tão grande e uma certeza tão duramente pungente... não luta
desiste
...
E ouvi-te até ao fim... quando em cada palavra conseguia sentir o gosto exacto do que me queres fazer entender... tão familiar, tão pouco desejado...
sábado, 16 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Sentir
Fico aqui sossegada
Sem deixar que o quente e o frio me apoquentem
Como se não conseguisse reagir a nada
Como se nada conseguisse despertar-me
e depois passa
Aquele momento passa
Não quero na realidade deixá-lo crescer e por isso
Fico aqui sossegada
Sem deixar que o quente e o frio me apoquentem
e deixo-me ir
Serenamente largo e descanso
e depois passa
Aquele momento passa
e aí então, lentamente
Regresso ao sentir
E deixo-me levar
13.01.2010
Magíka
Sem deixar que o quente e o frio me apoquentem
Como se não conseguisse reagir a nada
Como se nada conseguisse despertar-me
e depois passa
Aquele momento passa
Não quero na realidade deixá-lo crescer e por isso
Fico aqui sossegada
Sem deixar que o quente e o frio me apoquentem
e deixo-me ir
Serenamente largo e descanso
e depois passa
Aquele momento passa
e aí então, lentamente
Regresso ao sentir
E deixo-me levar
13.01.2010
Magíka
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