Quem achar que um surfer não tem nada na cabeça...
não sabe do que está a falar!!
Aqueles de vós que sabem da minha última façanha devem estar a pensar o que será que ela vai inventar a seguir... já está em movimentação mas fica para um próximo post, que só poderá ser divulgado mais lá para a frente.
Lá me decidi é verdade... e resolvi lançar-me ao mar. Pesca nunca foi o meu forte por isso fiquei-me pelas ondas. Mal sabia eu!
No primeiro dia meio a medo e sem saber muito bem se iria gostar aventurei-me com um molho de gente e um pinguim alto e espadaúdo que parece só tinha duas palavras no seu vocabulário: «Rema Verónica!!! Rema, rema rema» Ufaaaaa – acho que fiquei cansada só de o ouvir.
Nunca eu me tinha visto com tamanha tensão em experimentar uma coisa totalmente nova, dolorosa que me estava a sair mas ao mesmo tempo relaxante...
Depois de 3 aulas de surf e de sentir que gosto mesmo desta coisa de passar frio na água, de cair mais vezes do que as que estou em pé na prancha, de não sentir os braços de tanto remar e levar com pranchas dos outros... pensei que tinha de dar um passo em frente. Decidi hoje, com milhões de outras coisas para fazer – banais e talvez não – decidi, dizia eu, dedicar-me a perceber uma das componentes do surf que, aposto, a maior parte das pessoas pensa que é pura intuição, sorte ou teorias de ‘saber fazer’ sem qualquer espécie de ‘saber saber’ associado.
Pois ENGANEM-SE!! Enganem-se vós alminhas dispersas no Universo, que isto é matéria de cadeirão da faculdade.
Acedo ao mais fantástico site dedicado às condições climatéricas (pelo menos o mais consultado pelos experts na matéria) e eis que me deparo com uma verdadeira tabela quase química daquelas que fazíamos cábulas no secundário para não decorar (vá vá não digam que não faziam!!).
O meu primeiro olhar é de confusão mas sempre com a ilusão que «não há-de ser assim tããoo complicado quanto parece».
Olhar esse que, após algumas interpretações feitas por um surf boy experiente na matéria passou a ser um olhar de perfeito pânico!!!
Agora é que eu me tramei... e daqui não me safo porque se quero ir surfar sozinha é melhor perceber alguma coisa de setas, estrelas, ventos e... uma miscelânea de conceitos – básicos até mas com os quais não estou familiarizada – mas não querendo dar parte de fraca faço um esforço ENORME para tentar perceber.
Sou denunciada pela minha expressividade – eu disse que nem sempre era uma coisa boa!!
Eis quando vem a solução...
«Num destes dias vais para a praia e vês que o vento e as ondas estão boas... perguntas a alguém e decoras a resposta. :) Já sabes que quando estiver assim está bom.»
Naturalmente soltei uma gargalhada!!!
Eis, minha gente, o que não me tinha ocorrido fazer mas que para alguém nas minhas condições é o verdadeiro mestrado em Surf.
Quais técnicas de comunicação qual quê!!! A vida na mais simples essência – nada de complicar.
Decidi então escrever as perguntas todas que me ocorrerem e depois procurar respostas ... numa tentativa mais a sério de perceber isto das ondas, das marés, dos ventos... em suma, do Surf.
Magíka
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