Tinha mesmo de apartar-me.
De sair e andar... como se andar me fosse levar mais longe nesta película. Insisti num fast forward tão desejado que por momentos tive de puxar o boneco atrás e equilibrar o corpo.
Parei ali, naquele jardim, no meio de velharias bafientas iluminadas pelos raios deste forte sol primaveril, a irromper entre as folhagens daquelas centenárias árvores.
Tentei passar os olhos naquelas histórias de vida, repletas de momentos comuns a tantos nós, e inevitavelmente era eu que estava ali... em tantos daqueles objectos perdidos no espaço. Era eu ali.
Devorei a sandwich como se fosses tu e automaticamente colei o meu corpo naquele banco de jardim de maneira a ficar de frente para o sol.
Ali fiquei. A esfriar o pensamento na esperança que este me aquecesse a alma.
Não passei à cena seguinte porque insististe em ali estar ... naquele quadradinho do lado. Como se esperasses que eu agisse. Como se fosse a minha acção que te alimentasse.
Creio que na realidade não reagi sequer, limitei-me a permanecer naquele banco enquanto o meu corpo se movimentou, vazio de pensamentos, de sentimentos, de desejos...
Passei pelo banco de novo e lá estavam eles, amontoados, à espera... que te sentes ao pé de mim.
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