segunda-feira, 20 de julho de 2009

À espreita

Deixas-me aqui sossegada neste cantinho que queres seja meu
E de vez em quando espreitas
Recuperas energia...
Asseguras que ainda ali estou
Quase de relance sem grande atenção
Onde tudo o que ali se guarda é, serenamente, para ali ficar
E enquanto assim for tudo corre bem
Mas se entra um raio de sol pela janela sabes que vou abri-la de par em par
Porque a luz faz-me falta
Quero que ela me conforte
Que me aperte quase até sufocar-me
Que me cubra o corpo e a alma sem deixar qualquer espaço livre
Ninguém vai ver que estou nua

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